terça-feira, 3 de maio de 2016

Maio em poesia...


Árvore


A semente dorme na

placenta, húmida, da

Terra. Mas começam a

percorrê-la murmúrios

de água e primavera.

Torna-se raiz e caule,

que irrompe da sua

prisão sem luz para

beber os ventos e a

claridade do dia. O

tronco firma-se como

um mastro e caminha

para os céus, claros,

num apelo a ninhos.

Em breve, brevezinho,

desfralda-se em ramos

e folhas que atraem

uma floração de asas e

de cânticos. E a árvore

começa a ser, a dar e a

permitir vida.



Luísa Dacosta

in Conto estrelas em ti


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